Os muros

Talvez o mais grato dá viagem e achar tanta generosidade. O mundo ao redor muitas vezes só fala do perigo que é viver, acidentes, roubos, doenças, tudo parece estar conspirando para danar-nos. Nesse sentido viajar ajuda a equilibrar a visão, lembrar-se que tem muita gente boa na vida, que procura ajudar ao outro (Além de quem você pudera ser). É uso a palavra equilibrar porque acho que é o sentido, realmente no mundo tem de tudo (isso é uma das coisas interessantes), é não olhar só a mitade vazia.
Também no o último tempo estou pensando muito na relação entre arquitetura e sociedade. Como uma cidade se (des)organiza. Acho que foi Foucault, com seus análises  foi quem me contagiou. Olho no caminho as partes bonitas, o que é planejado, o que é espontâneo. Vou procurando relacionar fatores socio-culturais nas construções. Alguns são mais visíveis outros ficam maís bem escondidos. Caminhava Fortaleza em Ceará e fiquei surpreendido pelos dispositivos de isolamento e seguridade nas casas. Não é que fosse o primeiro lugar onde estão, tudo canto tem, mas aqui se uniram as ideias. Cada vez tem maís elementos de tipo muros, grades, cercos.

Os pensamentos giravam primeiro em torno á relação seguridade-isolamento. Tipo em que medida uso o segundo para lograr o primeiro. Ninguém quer sofrer, a maioría preferimos sair dá violência, cuidar nossas coisas, nossa integridade. Ai já surge algum ruido. Uma solução que temos na mão e isolar, eu coloco barreiras e assim protejo (E só falando no mundo maís material, quantas palavras mais se tudo isto fosso maís abstrato, fazendo a conexão com o íntimo, minha relação na percepção do outro, da alteridade). O maís básico é o muro, mas depois vamos sendo maís explícitos e agressivos, cercos elétricos, fios de espinos, vigilância.

Tudo esto vai formando uma filosofia do outro. Vá delimitando também o rol que tem o outro na minha cosmovisão. Se podemos ter ao outro como um igual, que sente, pensa, necessita como eu, um ser em processo de realização, que pode me ensinar, que posso ajudar e pode meu ajudar; esta visão com os muros coloca ao outro num posição de ameaça. Aqui o outro é um ser, inclusive as vezes menos, podemos relegar-o ao categórico do Nadie, um perigo constante, alguém que quer tomar o que tenho, que coloca em perigo o que eu sou.

Acredito que é a versão maís polarizada da discussão. Talvez podem se achar estas dois categorias como dos posições onde incluir mais nuances. Igualmente é interessante puder fazer leituras do nosso contexto e do jeito que a gente vai se relacionando, ir achando as relações. Também puder pensar o jeito que percebemos ao próximo, nos aproximar a eles, viver de um jeito maís harmonioso entre nós.

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